A Salve Atibaia acompanhou os moradores e cobrou providências quanto ao plano de manejo para os animais.
Diversos moradores da região do Córrego da Figueira, acompanhados dos voluntários da Associação Salve Atibaia, reuniram-se com a diretora de Gestão e Política Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente de Atibaia – Semada, Lia Correia Avelino, nesta quinta-feira, 3 de setembro, para discutir problemas na obra do Fonplata no Córrego da Figueira.

Os questionamentos envolveram a não realização de Audiência Pública para a obra, conforme foi indicado pelo TCE-SP, a existência de licenças ambientais, plano de manejo em relação à vegetação e aos animais que habitam o local, como aves, saguis, saruês e peixes, a não apresentação dos estudos sobre os lagos e a bacia, bem como a ausência de rede de esgoto e descartes clandestinos, até chegar na falta e de fiscalização do que vem ocorrendo de fato na obra em relação aos animais.
A diretora ressaltou que houve ganhos ambientais em relação ao projeto original, da administração anterior, como uma redução da galeria que irá fechar parte do córrego e das árvores que seriam suprimidas. Mas, disse que o foco principal da obra é a segurança hídrica. Admitiu a existência de impactos, mas ponderou que a Semada trabalhou para reduzi-los.
Já os moradores relataram a mortandade de peixes, patos e fuga desesperada de saguis, animais e aves diante das máquinas. Para o presidente da Salve Atibaia, Marcelo Laxe, se existia um plano de manejo, nunca foi compartilhado e o mesmo foi mal executado.
Ficou explícito que as informações que circulam via relatórios não correspondem ao que ocorre na obra. A Salve solicitará uma reunião, em nome dos moradores, com a Secretaria de Obras, para obter mais informações e enviará novos questionamentos à Semada.
Os moradores e a Salve Atibaia se posicionam positivamente em relação às obras de macrodrenagem, mas são veementemente contra a adoção do uso de galeria fechada no trecho entre a Av. Barretos e Av. Atibaia, especialmente direcionado pelo critério da mobilidade. Trata-se de um sistema ultrapassado, em detrimento do espaço verde ali já existente e da vida no entorno do córrego que ainda resiste.
